Parece. Mas desconfio que não é apenas tédio, impaciência, confusão
mental, medo de me ferrar again and again ou preguiça do
sempre-o-mesmo-das-relações-humanas. Sei é que há uma mudança profunda
em curso. Não sei ainda o ponto de chegada - claro - mas percebo que é
contundente e para ficar. Para sair. Ou, talvez, para me levar de volta
para casa.
O fato é que há algo grande prestes a acontecer. A
marcha do tempo continua, mostrando que a noite é escura, profunda e
indelével - e não menos cheia de possibilidades. Hipóteses que só se
ocultam aos olhos que não querem ver, ou que enxergam tarde demais, ou
cujo compasso se descompassa com o dos olhos do resto do mundo.
Não
há como ser diferente. Para fugir do desenquadro, vontade de mergulhar
no fundo de si, de fugir de tudo, de recomeçar do ponto onde se parou.
Ou onde se deixou de começar. Há tanto tempo. Será?
E no meio do
furacão das idéias e do silêncio pesado da noite, e das letras vãs na
tela do computador, e das horas que se arrastam ao longo da semana sem
respostas precisas - não importa o barulho ambiente - apenas duas
palavras.
Quiçá, três. Acusando algo de resistência. Capaz de trazer alguma paz. Alguma certeza no meio do tudo de incerto.
Palavras
engasgadas na garganta e no coração por anos. Tantos que quase se
desgastam, se desvirtuam, entregues à ignorância do olhar. Mas teimosas,
conquistam à força seu direito de existir, se mostrando enfim apesar
das instâncias em contrário. Vencendo a rede intrincada das idéias
desviantes. Do medo do Fim da História. Ou do começo de tudo que
realmente possa valer a pena.
Palavras que ainda esperam para ser ditas. E que me perguntam, sedentas de futuro e de luz do Sol, se ainda haverá tempo.
Haverá tempo?
(14.11.2010)
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
No céu
Na esquina da Faria Lima
Com a Cidade Jardim
entre passos ligeiros
cabeças baixas
celulares ligados
e buzinas de carros
ninguém nota o imenso arco-íris
que faz face
às nuvens douradas
acima dos prédios.
(10.05.2010)
Com a Cidade Jardim
entre passos ligeiros
cabeças baixas
celulares ligados
e buzinas de carros
ninguém nota o imenso arco-íris
que faz face
às nuvens douradas
acima dos prédios.
(10.05.2010)
quarta-feira, 17 de março de 2010
Novilúnio
Com(o) a Lua Negra
minha alma
se escurece
procurando
motivos vários
para simplesmente
estar.
(17.03.2010)
minha alma
se escurece
procurando
motivos vários
para simplesmente
estar.
(17.03.2010)
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Daqui a pouco
Daqui a pouco
vai acabar o horário de verão
as chuvas darão trégua
a casa ficará vazia
vai mudar o coração.
Daqui a um tempo
vou melhorar a alimentação
seguirei meu programa de exercícios
tirarei os agasalhos da gaveta
voltarei a tomar o chá da estação.
Soon or later
pretendo voltar a escrever
colocar em dia as leituras
conversar com meus amigos
fazer confidências ao silêncio
o silêncio
o silêncio.
Cedo ou tarde
o tempo oscilará
e só restará um rato
ou um pouco de pó pelos cantos
escondendo um brilho resistente.
Às vezes um olhar.
Às vezes um fio.
(19.02.2010)
vai acabar o horário de verão
as chuvas darão trégua
a casa ficará vazia
vai mudar o coração.
Daqui a um tempo
vou melhorar a alimentação
seguirei meu programa de exercícios
tirarei os agasalhos da gaveta
voltarei a tomar o chá da estação.
Soon or later
pretendo voltar a escrever
colocar em dia as leituras
conversar com meus amigos
fazer confidências ao silêncio
o silêncio
o silêncio.
Cedo ou tarde
o tempo oscilará
e só restará um rato
ou um pouco de pó pelos cantos
escondendo um brilho resistente.
Às vezes um olhar.
Às vezes um fio.
(19.02.2010)
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
O eterno ciclo
Sem muitas palavras por hoje... apenas me entrego à grande roda e sinto o movimento, as luzes e os sons. Deixo a alma falar, e os braços e a mente agirem. E que, em meio a toda a confusão cotidiana, uma frestinha se abra e os bons ventos soprem, trazendo a paz para o coração.
Fortuna Imperatrix Mundi! E que ela traga o melhor.
.
(24.03.2007)
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Lua Nova
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Verdades idiotas e simples
... que insistimos em ignorar.
- A condição básica para que duas pessoas fiquem juntas, em um primeiro momento, é quererem ficar juntas. Não importa se uma não fala a língua da outra, se elas têm agendas muito cheias, se as famílias se odeiam ou se uma delas mora na China e outra no Casaquistão.
- A poluição deixa o ar muito abafado. E o único jeito de melhorar isso é quando chove. Mesmo que tudo fique inundado.
- Paulistas e cariocas dificilmente gostarão do sotaque um do outro. O mesmo vale para as variações de pizzas.
- Não adianta sair meia hora mais tarde de casa e querer chegar no trabalho no horário.
- Principalmente se for sexta-feira.
- Principalmente se você morar perto de Congonhas.
- Principalmente em vésperas de feriado (pelo trânsito, sim, mas também pela chuva-de final-de-tarde-vésperas-de-feriado mais indefectível que vestidinho preto).
- Não existem verdades absolutas.
- Não dá pra assistir televisão no sábado à noite.
- Muito menos no domingo à tarde.
- O Manoel Carlos não tem criatividade.
- Ficar gripada no calor é um saco.
- No frio não é muito melhor.
- Sempre vai ter algum tio pra falar no final do almoço em família: "a sobremesa é pavê ou pá comê?"
- Mulheres falam muito. Geralmente.
- Homens falam menos. Geralmente.
- 80% dos problemas da humanidade se resolveriam se as pessoas conversassem mais.
- 90% se tivessem mais auto-estima.
- 60% se elas falassem a verdade com mais freqüência.
- 40% se elas mentissem com mais classe.
- Máxima roubada da Paulinha: você pode dizer qualquer coisa pra qualquer pessoa. Basta encontrar a maneira e o momento certo de dizê-lo.
- Sempre que não tenho muito que dizer, recorro a listas.
- A condição básica para que duas pessoas fiquem juntas, em um primeiro momento, é quererem ficar juntas. Não importa se uma não fala a língua da outra, se elas têm agendas muito cheias, se as famílias se odeiam ou se uma delas mora na China e outra no Casaquistão.
- A poluição deixa o ar muito abafado. E o único jeito de melhorar isso é quando chove. Mesmo que tudo fique inundado.
- Paulistas e cariocas dificilmente gostarão do sotaque um do outro. O mesmo vale para as variações de pizzas.
- Não adianta sair meia hora mais tarde de casa e querer chegar no trabalho no horário.
- Principalmente se for sexta-feira.
- Principalmente se você morar perto de Congonhas.
- Principalmente em vésperas de feriado (pelo trânsito, sim, mas também pela chuva-de final-de-tarde-vésperas-de-feriado mais indefectível que vestidinho preto).
- Não existem verdades absolutas.
- Não dá pra assistir televisão no sábado à noite.
- Muito menos no domingo à tarde.
- O Manoel Carlos não tem criatividade.
- Ficar gripada no calor é um saco.
- No frio não é muito melhor.
- Sempre vai ter algum tio pra falar no final do almoço em família: "a sobremesa é pavê ou pá comê?"
- Mulheres falam muito. Geralmente.
- Homens falam menos. Geralmente.
- 80% dos problemas da humanidade se resolveriam se as pessoas conversassem mais.
- 90% se tivessem mais auto-estima.
- 60% se elas falassem a verdade com mais freqüência.
- 40% se elas mentissem com mais classe.
- Máxima roubada da Paulinha: você pode dizer qualquer coisa pra qualquer pessoa. Basta encontrar a maneira e o momento certo de dizê-lo.
- Sempre que não tenho muito que dizer, recorro a listas.
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