E pega a gente numa esquina que se dobra de noite.
Numa hora-extra não planejada.
Num jantar solitário no fast-food.
Na não-ligação de alguém que, na ausência de um dia, já faz morrer de saudade.
Na ausência de semanas, que transparece quando toca uma música.
Na piada fixa que se pensa e da qual se tem que rir sozinha.
No conhecido que não puxa papo há meses, e te contata só pra perguntar uma coisa muito objetiva. Antes de sumir de novo.
No recado carinhoso de alguém que fazia parte dos seus dias, e agora faz parte das suas palavras.
Na ausência incompreendida de amigos do peito, para quem a distância não deveria importar.
No cheiro de bolo que não se sente.
No perfume de lugares que ainda não são seus.
(03.06.2008)
terça-feira, 3 de junho de 2008
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